segunda-feira, 14 de março de 2011

O Maestro e a bateria.

A música erudita, recebe constantemente a crítica de não ser assimilável pelos não iniciados. Curiosamente, a unica coisa que vi deste carnaval foi a bateria da escola de samba marcando os acordes de Bach sob a regência do Maestro Martins. Eu, que neste momento escrevo ounvindo Andre Segovia, e, que desde pequeno ouço Bach, fiquei me perguntando se não era o caso de sugerir que as festas momescas fossem sonorizadas á base de releituras dos grandes clássicos. Imaginem só a Beija-Flor na avenida sob uma versão de " O anel dos nibelungos" de Wagner. Suas rivais, por sua vez, relendo Mozart, Beethoven, Lizt ( cujo duocentanário de nascimento estamos comememorando), entre outros. Seria um verdadeiro encontro das tradições cultas e populares. Quem sabe, por conta disso, não estaríamos como bonus apresentando Viena aos morros cariocas.  

Um comentário:

  1. Mestre Jean, penso que também Viena deva conhecer o Rio de Janeiro, ou Vigia -- a paraense, não a portuguesa.

    É (quase) sempre da convergência que resultam grandes obras e grandes gêneros. Bach deve muito aos gregos, Beethoven e Mozart às ruas de Viena, Gershwin aos subúrbios negros e Pixinguinha à valsa.

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