No célebre " Do amor" Stendhal trata do amor pelas mulheres e lhe dá vários conceitos. Não é um tratado filosofico sobre o tema. Na verdade é mais próximo de um manual. Por isso, o titulo é inegavelmente pretensiodo, fato reconhecido pelo próprio autor.
O grego, contudo, usa quatro palavras distintas e com finalidades bem diversas.
A palavra eros talvez seja a que melhor retrate o tema da obra do francês, pois se refere ao amor carnal. Esse termo não é usado diretamente no Novo Testamento.
Phileo, por sua vez, significa um afeto ou predileção, nos moldes que usamos quando dizemos " amo chocolate". O termo filantropia, em portugues, significa literalmente amor pela humanidade. Esse termo é bastante usado no Novo Testamento. Quando Jesus pergunta a Pedro se ele O ama esse é o termo empregado.
Há ainda o amor philadelphia , que expressa a ligação entre membros de uma comunidade ou mesmo familia. Por isso muitas vezes é transliterado por amor fraternal. É o que ocorre quando João manda que os membros da igreja primitiva se amassem uns aos outros.
Agape, contudo é o termo de maior relevância teologica, isto porque, deve ser entendido como um amor sublime, do tipo que o Pai devota a Jesus e a nós como co-herdeiros com Ele. Esse termo é especial por não se de uso corriqueiro no grego clássico, sendo conformado para uso teologico pelos autores dos evangelhos sinoticos.
Bem, não esqueça de amar.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Cultura para quê? Pelo fim do Carnaval.
Somerset Maugham, escreveu que a finalidade da cultura é a bondade à medida que fortaleça e enobreça o caráter. De fato o homem culto tem melhores lentes para ver o mundo, o próximo e a si mesmo, o que levaria a adotar uma postura ética natural. Se é esse o caso, uma nação não pode se desenvolver verdadeiramente sem tornar seus cidadãos cultos.
É bem verdade que muitos homens cultos foram crueis, mas por opção.
Italo Calvino deixou claro que a erudição torna o leitor partícipe da aventura humana conectando-o ao passado e lhe dando senso de futuro. Pode-se argumentar que se trata de uma visão burguesa da história, mas não buscaram os bolcheviques o mesmo?
Sem cultura, mesmo estomagos cheios sustentam cérebros magros e desligados do ser no mundo. Cega a percepção.
Bem, de que cultura estamos falando? Certamente não há um conceito universal, mas o " bum bum paticubum zirigundum" anual dificilmente pode ajudar a compreender Platão, Stendhal, o amor, Deus, etc.
É bem verdade que muitos homens cultos foram crueis, mas por opção.
Italo Calvino deixou claro que a erudição torna o leitor partícipe da aventura humana conectando-o ao passado e lhe dando senso de futuro. Pode-se argumentar que se trata de uma visão burguesa da história, mas não buscaram os bolcheviques o mesmo?
Sem cultura, mesmo estomagos cheios sustentam cérebros magros e desligados do ser no mundo. Cega a percepção.
Bem, de que cultura estamos falando? Certamente não há um conceito universal, mas o " bum bum paticubum zirigundum" anual dificilmente pode ajudar a compreender Platão, Stendhal, o amor, Deus, etc.
O Maestro e a bateria.
A música erudita, recebe constantemente a crítica de não ser assimilável pelos não iniciados. Curiosamente, a unica coisa que vi deste carnaval foi a bateria da escola de samba marcando os acordes de Bach sob a regência do Maestro Martins. Eu, que neste momento escrevo ounvindo Andre Segovia, e, que desde pequeno ouço Bach, fiquei me perguntando se não era o caso de sugerir que as festas momescas fossem sonorizadas á base de releituras dos grandes clássicos. Imaginem só a Beija-Flor na avenida sob uma versão de " O anel dos nibelungos" de Wagner. Suas rivais, por sua vez, relendo Mozart, Beethoven, Lizt ( cujo duocentanário de nascimento estamos comememorando), entre outros. Seria um verdadeiro encontro das tradições cultas e populares. Quem sabe, por conta disso, não estaríamos como bonus apresentando Viena aos morros cariocas.
Thomas Merton
Thomas Merton estudou filosodia medieval na Columbia University. Algum tempo depois converteu-se ao catolicismo romano e se tornou moge trapista. Sua opção era distanciar-se do homem para poder vê-lo em perspectiva. Nessa nossa era de hiperconectividade ( que nos digam nossos celulares, notebooks, tabs, etc) é fundamental guardar o valor da solidão como meio de alcançar a "comoção interna" necessária a contemplação do mundo. O mal dos nossos dias não é o stress, é sim, a ausência de contemplação, de reecontro periódico conosco mesmos sob a luz de Deus. Cognoscere in lumine Dei, é uma tarefa, mas também refrigério para as almas abaladas do nosso século. É no silencio que a simplicidade se apresenta, como dizem os evangelhos, poucas coisas sao necessárias, e, realmente, apenas uma. A descoberta dessa revelação depende de nossa capacidade de "viver num silencio que reconcilie as contradições dentro de nós", como disse Merton.
O Início e o compromisso..
A resistencia foi quebrada.
Depois de Yudice, André e, agora, Sandro, me rendi.
Venho com a seguinte missão:
1) aumentar a inteligência liquida da internet ( será?).
2) estimular a contemplação.
3) aguçar os sentidos.
Proponho postar pelo menos uma vez por semana.
Como titular censurarei participações que entenda discriminatórias, ofensivas ou mal redigidas, portanto, esmerem-se.
Bem, começamos esta nova aventura.
Depois de Yudice, André e, agora, Sandro, me rendi.
Venho com a seguinte missão:
1) aumentar a inteligência liquida da internet ( será?).
2) estimular a contemplação.
3) aguçar os sentidos.
Proponho postar pelo menos uma vez por semana.
Como titular censurarei participações que entenda discriminatórias, ofensivas ou mal redigidas, portanto, esmerem-se.
Bem, começamos esta nova aventura.
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